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secretária de Confresa é exonerada por fala homofóbica contra vereador

A secretária de Cultura de Confresa (MT), Evirlene Sipauba Costa Gomes, de 54 anos, foi exonerada do cargo pelo prefeito Ricardo Aloisio Babinski por falas homofóbicas contra o vereador do município, Marcelo Silva de Souza, o Marcelinho (PSB). Um áudio gravado pela ex-servidora questiona a sexualidade do parlamentar após palestra em um evento na cidade.

Secretária de Cultura foi exonerada pelo prefeito de Confresa após repercussão de áudio. – Foto: Instagram

Conforme boletim de ocorrência, o vereador recebeu um áudio contendo falas ofensivas da secretária contra ele, quando estava em uma sessão nesta sexta-feira (6).

“E esse evento aí mulheres do agro que eu não estava sabendo e eu gostaria de estar aí? O palestrante é que está meio assim, torto, né? Não entendi, um homem que nem gosta de mulher, casado com outro, palestrando para as mulheres? Ô gente, onde que a gente chegou? Jesus amado”, cita. 

O parlamentar cita que nunca passou por uma situação como essa e que está abalado psicologicamente após o ocorrido. Ele também explica que ao tomar conhecimento do caso comunicou o presidente da Câmara, Elton Messias (PP) para que tomasse providências. 

“Secretária, a senhora não tem direito de dizer isso, desmerecer o que eu sou. Eu espero que o prefeito tome medidas. Isso é falta de respeito, é crime, isso eu não aceito”, disse o vereador durante a sessão após transmitir o áudio aos demais colegas. 

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Vereador Marcelinho (PSB) foi alvo de falas homofóbicas da ex-secretária de Cultura de Confresa. – Foto: Reprodução

Em resposta à situação enfrentada pelo parlamentar, a Câmara Municipal de Confresa aprovou uma moção de repúdio em face das declarações da secretária citando “conduta inaceitável” e “incompatível com a função pública”. 

“É inadmissível que um agente público responsável por conduzir políticas públicas culturais que devem promover diversidade, inclusão e respeito e valorização das diferenças, se utilize de manifestações discriminatórias ou ofensivas contra qualquer cidadão”, diz trecho da moção.

Após o ocorrido, o prefeito da cidade, Ricardo Babinski publicou a exoneração de Everline do cargo comissionado na Secretaria de Cultura.

O Primeira Página tentou contato com a secretária para obter o posicionamento dela, contudo, até o momento não obteve resposta. A Prefeitura de Confresa também não se manifestou publicamente sobre o caso.

Assistente social, Evirlene já foi vereadora do município entre os anos de 2013 a 2016, na 6ª legislatura, e tentou se eleger novamente ao cargo Legislativo durante as eleições municipais de 2024, pelo Partido Liberal (PL). Ela também é presidente do diretório municipal do PL em Confresa.

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