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Importação de fertilizantes cai no início de 2026 em MS

A importação de fertilizantes em Mato Grosso do Sul caiu no início de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), mostram que o estado importou 3,5 mil toneladas em janeiro — queda de 69,63% em relação ao mesmo mês de 2025.

Fertilizantes mais caros elevam risco para a safra. (Foto: Assessoria/Mapa)

A redução foi puxada principalmente pelos fertilizantes nitrogenados, que recuaram 69,05%. Também não houve registro de importação de potássicos nem de fosfatados no período.

No Brasil, as importações somaram 2,88 milhões de toneladas em janeiro de 2026, recuo de 4,37% na comparação anual. China, Rússia e Canadá estão entre os principais fornecedores do país, o que reforça a dependência do mercado externo.

Além da queda nas importações, produtores enfrentam piora na relação de troca entre soja e fertilizantes. O indicador mostra quantas sacas de soja são necessárias para comprar uma tonelada do insumo.

Lavoura de soja
Relação de troca da soja piora com fertilizantes mais caros. (Foto: Reprodução)

A valorização do dólar é um dos principais fatores para esse cenário. Como os fertilizantes são negociados na moeda americana, a alta do câmbio encarece os insumos e aumenta o custo por hectare da soja e do milho.

Segundo o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, o momento exige atenção redobrada no planejamento, o produtor deve travar custos, avaliar o melhor momento de compra e acompanhar o câmbio para proteger a rentabilidade da lavoura.

“Com o dólar valorizado, o fertilizante fica automaticamente mais caro no mercado interno. Se, ao mesmo tempo, o preço da soja não sobe na mesma proporção, o produtor precisa entregar mais sacas para adquirir a mesma tonelada de insumo. Isso comprime a margem e aumenta o risco da safra”, afirmou.

Importação - navio
Importação menor e câmbio pressionam custos da lavoura. (Foto: Reprodução)
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