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suspeito de matar subtenente da PM é preso em Campo Grande

A subtenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marlene Brito Rodrigues, de 59 anos, é a primeira vítima de feminicídio em Campo Grande em 2026. A vítima foi morta com um tiro, no final da manhã desta segunda-feira (6), dentro da casa onde morava com o namorado, no bairro Estrela Dalva. O suspeito foi identificado como Gilberto Jarson, de 50.

Marlene Brito era PM e trabalhava no Comando Geral (Foto: rede social)

Conforme a delegada Analu Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a investigação reuniu todas as informações suficientes para tratar o caso como feminicídio. Entretanto, detalhes ainda não foram divulgados. 

“Eles não tinham um histórico registrado de violência doméstica. Isso não significa que eles não tinham um relacionamento conturbado e um relacionamento de violência. Mas tudo isso já está sendo abordado, eu já tenho todas essas informações. Agora eu vou para a delegacia para coletar o interrogatório dele do feminicídio”, destacou a delegada. 

Marlene trabalhava no Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e faz parte da corporação desde 1988, quando se formou soldado.

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Polícia no local onde a vítima morreu (Foto: Rafaela Moreira)
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O caso

A policial namorava o homem há pouco mais de um ano, e passou a morar com ele há dois meses. Um vizinho, que também é policial militar, escutou um barulho de tiro por volta das 11h e pulou o muro da residência. Ao entrar no imóvel, se deparou com o suspeito com uma arma na mão. Ele relatou que a mulher teria se matado. 

O socorro foi acionado, mas quando as equipes chegaram ao local a policial já estava sem vida. A residência foi isolada e equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e Perícia foram chamadas. 

O namorado da vítima foi encaminhado à delegacia e preso em flagrante. Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte da servidora. 

“​​Diante da gravidade do ocorrido, a PMMS solicita encarecidamente o respeito à dor da família. Pedimos que seja preservada a privacidade dos entes queridos e que se evite a propagação de informações não confirmadas ou imagens que possam ampliar o sofrimento dos familiares.

Informamos que as circunstâncias que envolveram o óbito ainda estão sendo devidamente apuradas. A Corporação, por meio de seus setores competentes, está acompanhando o caso de perto para que todos os fatos sejam esclarecidos com a precisão e a seriedade necessárias. O Comando-Geral da PMMS já designou equipes para prestar todo o suporte necessário à família enlutada, lamentando a perda de tão querida e valorosa policial militar”, afirmou. 

Vítimas de feminicídio em 2026

Até o momento, Mato Grosso do Sul ja contabiliza nove crimes de feminicídios, ocorridos com mulheres de 18 a 62 anos. São elas:

  • Josefa dos Santos – morta no dia 16 de janeiro em Bela Vista;
  • Rosana Candia Ohara – morta no dia 24 de janeiro em Corumbá;
  • Nilza de Almeida Lima – morta no dia 22 de fevereiro em Coxim;
  • Beatriz Benevides – morta no dia 25 de fevereiro em Três Lagoas;
  • Leise Aparecida Cruz – morta no dia 6 de março em Anastácio;
  • Liliane de Souza Bonfim – morta no dia 7 de março em Ponta Porã;
  • Ereni Benites – morta no dia 8 de março, em Paranhos.
  • Fátima Aparecida da Silva – morta no dia 23 de março, em Selvíria;
  • Marlene Brito Rodrigues – morta no dia 06 de abril, em Campo Grande;

Denuncie

⚠️ Violência doméstica, seja psicológica, física ou verbal, é crime! Saiba como denunciar:

  • Emergências: se a agressão estiver acontecendo, ligue no número 190 imediatamente;
  • Denúncias: ligue para o número 180. O serviço de atendimento é sigiloso e oferece orientações para denúncias sobre violência contra mulheres. O telefonema pode ser feito em qualquer horário, todos os dias. Também é disponível um WhatsApp – (61) 9610-0180;
  • Perigo: procure a delegacia mais próxima e acione a polícia, por meio do 190.

Em Mato Grosso do Sul, as denúncias de violência de gênero podem ser feitas de maneira on-line. Clique aqui e faça a denúncia.

Violência contra mulher é crime e não pode ser ignorada. Basta, denuncie!

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