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Rota da Celulose terá 150 km de reparos emergenciais em 100 dias

As rodovias da Rota da Celulose – BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395 – terão, em 100 dias, 150 quilômetros de reparos emergenciais no pavimento, segundo plano apresentado pela concessionária Caminhos da Celulose nesta segunda-feira (2).

BR-262 integra a Rota da Celulose (Foto: Fernando da Mata)

O diretor-presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando Vasconcellos De Donno, destacou que o tapa-buracos começou pela MS-040, mas os 150 quilômetros de massa asfáltica atenderão toda a malha sob concessão.

“Esses reparos emergenciais vão reduzir o risco de acidentes. A revitalização da sinalização horizontal e vertical, aliada à recuperação dos dispositivos de proteção, também vai melhorar a previsibilidade da via”, afirmou.

De Donno pontuou também a questão da recuperação total do pavimento dentro do primeiro ano de trabalho da concessão. “Nós já estamos com o projeto finalizado para a contratação da recuperação estrutural do pavimento, dos 870 km, que vai ocorrer ao longo do primeiro ano de concessão.”

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Apresentação técnica do planejamento da concessionária Caminhos da Celulose (Foto: Marcus Vinnicius)
Apresentação técnica do planejamento da concessionária Caminhos da Celulose na Governadoria (Foto: Marcus Vinnicius)

O plano de 100 dias da Caminhos da Celulose também prevê os seguintes serviços:

  • Roçada, poda e capina: 2.100.000 m²;
  • Sinalização horizontal: 22,5 km²;
  • Sinalização vertical (reparo/reposição de placas): 490 m²;
  • Tacha refletiva: 5.000 unidades;
  • Limpeza de drenagem: 100 km;
  • Lixo e entulho removido: 10.000 kg;
  • Defensa metálica 1.680 metros.
MS-040 integra Rota da Celulose (Foto: Marcus Vinnícius)
MS-040 integra Rota da Celulose (Foto: Marcus Vinnícius)

Duplicação e outros investimentos na Rota da Celulose

Ao todo, 870,3 quilômetros de rodovias da região leste de Mato Grosso do Sul foram entregues à iniciativa privada:

  • BR-262 entre Campo Grande e Três Lagoas;
  • BR-267 entre Nova Alvorada do Sul e Bataguassu;
  • MS-040 entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo;
  • MS-338 entre Santa Rita do Pardo e entroncamento da MS-395;
  • MS-395 entre o entroncamento da MS-338 e Bataguassu.

A concessão da Rota da Celulose prevê, em oito anos, 115 km de pista dupla. Desse total, a BR-262 terá, nos primeiros seis anos, 89,57 km de duplicação de pista existente entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo e 12,165 km do contorno de Ribas do Rio Pardo, que será construído em pista dupla. Os outros 13,5 km serão duplicados na BR-267, perto da divisa MS-SP, entre o 7º e 8º ano de concessão.

Mapa mostra trecho da BR-262 que será duplicado entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo (Foto: EPE)
Mapa mostra trecho da BR-262 que será duplicado entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo (Foto: EPE)

O sistema rodoviário também vai ter implantação de 254,80 km de faixas adicionais e de 456,87 km de acostamentos dentro dos 30 anos de concessão.

Segundo a Caminhos da Celulose, o projeto apresentado atenderá o tráfego atual, porém são monitorados constantemente 43 subtrechos com contadores automáticos de veículos, sendo realizados estudos de tráfego para implementação de novas intervenções como: faixas adicionais, contornos e duplicações.

O valor estimado do projeto da concessão é de aproximadamente R$ 10,098 bilhões, sendo R$ 6,907 bilhões (CAPEX) e R$ 3,191 bilhões (OPEX). A concessão prevê recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade do sistema rodoviário pelo prazo de 30 anos.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, reforçou a importância da parceria entre os governos federal e estadual para concretização do projeto.

“Hoje a gente precisa de Parcerias Público-Privadas e de um modelo regulador estratégico do governo federal. Então a legislação mudou muito para permitir flexibilidade, para permitir inclusive que o BNDES pudesse e possa ajudar em projetos estruturantes, no nosso caso, no projeto financeiro estruturante anterior e depois também permitir que o Ministério dos Transportes pudesse, enquanto a parceria e o leilão não acontecem, deixar a malha viária de uma tal forma que permite que a empresa privada se sinta atraída para poder participar do leilão, sob pena dos leilões ficarem desertos. Aconteceu no passado, não só por isso, mas pelo momento econômico que nós estávamos vivendo, no primeiro leilão que nós fizemos, deu deserto. E agora, depois de mexida a regulação, hoje nós temos um consórcio forte como esse para tocar a obra. Então, eu acho que é essa parceria. Ninguém faz nada sozinho, o governo do estado, mesmo de um estado como o estado de São Paulo, não consegue fazer nada sem parceria do governo federal”, destacou a ministra.

O governo de Mato Grosso do Sul se comprometeu a atuar em parceria e fiscalizar a concessão, para que exemplos recentes de quebra de contrato, como o que aconteceu com a BR-163/MS, não voltem a impactar quem depende e trafega pelos trechos.

“Para vocês terem uma ideia, o Estado é sócio nesse projeto. Se o resultado ele for acima de 10% bom para a empresa, o Estado está participando. E esse resultado é revertido para o próprio projeto, seja em diminuição de tarifa, seja em ampliação de novas obras, como está previsto. Da mesma maneira que a empresa tem a garantia, se tiver uma mudança por completo no fluxo e ele tiver prejuízo, o Estado estará participando junto para poder equilibrar o contrato. E para isso a gente precisa de uma agência de regulação forte, que é o que a gente tem estruturado. Então, é uma mudança de modelo, de conceito, que a gente vem colocando, que o governo federal vem colocando, em modernas estruturações de concessões e que dão a garantia, principalmente, ao usuário, de que ele vai pagar e vai receber aquilo que foi contratado”, garantiu o governador Eduardo Riedel (PP).

A formalidade da assinatura do contrato de concessão entre governo e a Caminhos da Celulose será na sexta-feira (6), em um evento em Inocência.

BR-262 integra concessão da Rota da Celulose (Foto: Fernando da Mata)
BR-262 integra concessão da Rota da Celulose (Foto: Fernando da Mata)

Pedágio da Rota da Celulose

Conforme o projeto, os pórticos de pedágio deverão estar instalados até o final do 12º mês da concessão e iniciarão a operação no início do 13º mês. Ou seja, os usuários das rodovias devem começar a pagar o pedágio na Rota da Celulose a partir de fevereiro de 2027.

Levantamento feito pelo EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas), a pedido do Primeira Página, aponta os seguintes valores da tarifa para automóveis (há multiplicador de tarifa conforme classe do veículo) nos 14 pórticos de pedágio – sendo dois em dois pontos de pista dupla – da Rota da Celulose:

  • BR-262: R$ 12,60 (km 39 – entre Três Lagoas e Água Clara); R$ 14,75 (km 104 – entre Três Lagoas e Água Clara); R$ 16,55 (km 207 – entre Água Clara e Ribas do Rio Pardo); R$ 13,70 (km 292 – entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande); TOTAL R$ 57,60;
  • MS-040: R$ 14,95 (km 47 – entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo); R$ 14,90 (km 123 – entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo); R$ 11,35 (km 217 – entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo); TOTAL R$ 41,20;
  • MS-338: R$ 10,40 (km 312 – entre Santa Rita do Pardo e Bataguassu);
  • BR-267: R$ 5,15 (km 21 – entre divisa MS-SP e Bataguassu); R$ 12,10 (km 66 – entre Bataguassu e Casa Verde); R$ 10,05 (km 130 – entre Casa Verde e Nova Alvorada do Sul); R$ 16,40 (km 180 – entre Casa Verde e Nova Alvorada do Sul); TOTAL R$ 43,70.
Tabela da tarifa de pedágio, após desconto ofertado pela concessionária no leilão, na Rota da Celulose – BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338 (Foto: EPE)
Tabela da tarifa de pedágio, após desconto ofertado pela concessionária no leilão, na Rota da Celulose – BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338 (Foto: EPE)

Esses valores estão atualizados com base no percentual de desconto de 8% apresentado pelo Consórcio Caminhos da Celulose no leilão, realizado em maio de 2025.

A concessão da Rota da Celulose prevê o Free Flow — ou “pedágio eletrônico em livre passagem”, que é o modelo de cobrança de tarifa que elimina praças físicas e cancelas. Veículos passam, na velocidade permitida na via, por pórticos que identificam automaticamente TAGs ou placas e a cobrança é feita de forma eletrônica e proporcional ao uso da via.

Nesse modelo, não existem cancelas que obriguem a reduzir velocidade ou parar nas rodovias concedidas. Em pontos estratégicos da rodovia são instalados pórticos com sensores, leitores de TAGs (transponders) e câmeras que leem placas (ANPR) automaticamente. Sempre que um veículo cruza um pórtico a passagem é registrada eletronicamente e a identificação pode ocorrer por etiqueta eletrônica (TAG) ou leitura da placa.

Mapa mostra pontos dos pórticos de pedágio na Rota da Celulose – BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338 (Foto: EPE)
Mapa mostra pontos dos pórticos de pedágio na Rota da Celulose – BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338 (Foto: EPE)

No sistema de pedágio eletrônico, a tarifa poderá ser paga de duas formas:

  • Leitura de etiqueta eletrônica (TAG): o usuário-consumidor poderá adquirir a etiqueta eletrônica para pagamento da tarifa de pedágio com possibilidade de desconto.
  • Leitura da placa do veículo: após passar pelo pórtico, o usuário-consumidor deverá procurar a concessionária, em seus canais de atendimento, para efetuar o pagamento da tarifa de pedágio de modo a não configurar evasão de pedágio. No caso do não pagamento da tarifa eletrônica durante a passagem pelo pórtico, o usuário consumidor deverá providenciar a regularização do pagamento junto à concessionária em até 30 dias.

Infraestrutura operacional (prazo de entrega ano 1 – 2)

  • 13 SAUs (Serviços de Atendimento ao Usuário);
  • 3 Postos de Parada e Descanso;
  • 6 readequações PRF;
  • 1 sede e CCO;
  • 1 construção de unidade operacional PRF;
  • 1 posto de fiscalização da Agems;
  • 2 construções de base para Polícia Rodoviária Estadual;
  • 2 postos de fiscalização da Sefaz;

Tecnologia, equipamentos e veículos (próximos anos)

  • 484 câmeras CFTV rodovia;
  • 43 sensores pista (SAT);
  • 28 sistemas de detecção de altura;
  • 26 pontos de abastecimento de veículos elétricos (2 por SAU);
  • 15 sistemas de controle de velocidade;
  • 13 painéis de mensagens móveis;
  • 12 painéis de mensagens fixos;
  • 12 Free Flow (pórtico de pedágio eletrônico, sem barreira);
  • 8 sistemas de pesagem;
  • 13 resgates atendimento médico de emergência;
  • 7 inspeções de tráfego;
  • 6 guinchos veículos pesados;
  • 5 caminhões-pipa;
  • 5 caminhões guindauto;
  • 3 veículos para Agems;
  • canais de atendimento;
  • vigilância patrimonial;
  • wi-fi.

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