• Home
  • Agro
  • Restos de tilápia são transformados em fertilizantes para lavouras em Juscimeira

Restos de tilápia são transformados em fertilizantes para lavouras em Juscimeira

Além de estar presente no prato do brasileiro, a tilápia (Oreochromis niloticus) também vem ganhando espaço longe da cozinha e no coração do agronegócio sustentável. Em Juscimeira (MT), o que antes seria descartado agora tem ganhado outra solução.

A carcaça do peixe, que sobra após a retirada do filé, está sendo transformada em fertilizante orgânico que pode ser usado em lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.

Fábrica transforma restos de tilápia em fertilizante agrícola orgânico em MT. – Foto: +Agro/TVCA

O processo

O processo começa em um ambiente de rigoroso controle sanitário. A produção acontece com temperatura mantida abaixo de – 5 °C, justamente para evitar qualquer risco de contaminação. As carcaças chegam de frigoríficos da região e ficam armazenadas em câmaras frias até o início do processamento.

Primeiro, as carcaças seguem por uma esteira até um moinho, onde são trituradas. Em seguida, o material vai para um reator químico. É ali que acontece a mágica: a proteína do peixe é quebrada e convertida em aminoácidos, moléculas orgânicas essenciais conhecidas como os “blocos de construção” das proteínas.

Fertilizante a base de tilapia foto TVCA
Reator onde restos da tilápia são transformados em aminoáciados. – Foto: +Agro/TVCA

Em outra etapa, os ossos são separados dos restos de carne do peixe. “Nessa etapa ocorre a separação dos ossos e do aminoácido, que é um líquido. Esse líquido segue para outro reator, onde recebe aditivos e se transforma no fertilizante”, detalha Ribeiro.

E nem os ossos ficam de fora. Eles são reaproveitados na produção de farinha de ossos, utilizada, por exemplo, na fabricação de ração animal.

A produção da espécie em MT

O presidente da Associação Brasileira de Piscicultura, Francisco Medeiros, explica que a tilapicultura em Mato Grosso precisa ser analisada sob dois pontos de vista. “Na tilapicultura de Mato Grosso, a gente tem que analisar sobre duas perspectivas: a perspectiva do setor produtivo, do produtor, e a outra do varejista”, afirmou.

Segundo Medeiros, pelo lado do varejo, o cenário é positivo. “A perspectiva varejista está indo muito bem. Se você for à maioria das redes de supermercados, vai encontrar disponibilidade de filé de tilápia, posta de tilápia e outros produtos para consumo, geralmente oriundos da região Sudeste e da região Sul do Brasil”, destacou.

Já na visão do produtor, o setor ainda está em fase inicial. “Somente agora, em 2020 e 2021, tivemos uma regularização da questão ambiental, e hoje estamos passando por um processo de necessidade de industrialização”, explicou.

A inovação vai atuar diretamente na cadeia produtiva da tilápia, espécie de água doce mais consumida no Brasil. Foto: Divulgação.
Produção de tilápia ainda é tímida em Mato Grosso. – Foto: Divulgação.

Ele ressaltou que, apesar de o estado ter mais de 20 frigoríficos com serviço de inspeção, poucos processam a tilápia.

“Sem o frigorífico, a produção fica prejudicada, porque o principal produto não é o peixe fresco, é o filé.” Para Medeiros, o movimento já começou, mas o avanço deve ser gradual. “Veremos nos próximos três a cinco anos o desenvolvimento do setor produtivo; por enquanto, ainda é muito inicial.”

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Inflação oficial de setembro fica em 0,82%, mostra IBGE

A inflação oficial de setembro, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),…

Cantora Marília Mendonça ganha exposição sensorial no MIS

Reconhecida como uma das maiores vozes da música sertaneja brasileira e considerada a “rainha da…

TRE-RJ suspende propaganda eleitoral gratuita no RJ até domingo 

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Cláudio de Mello…