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Pastor é preso por estuprar filha e duas enteadas por 10 anos em Campo Grande

O pastor de 41 anos, ligado a uma igreja em Campo Grande, foi preso nesta quinta-feira (22) durante investigação que apura crimes de estupro de vulnerável contra três filhas/enteadas e a ex-esposa, além de violências cometidas no âmbito da Lei Maria da Penha.

Pastor foi preso pela Dpeca em Campo Grande (Foto: Divulgação)

A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), com apoio da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

As investigações tiveram início após denúncia registrada pela ex-companheira do suspeito no dia 20 de janeiro.

Conforme o boletim de ocorrência, após uma conversa familiar motivada pela separação do casal, três filhas, duas enteadas e uma filha biológica do investigado, relataram ter sido vítimas de abusos sexuais quando ainda eram crianças e adolescentes. Os crimes teriam sido praticados pelo então padrasto e pai, no período estimado entre 2014 e 2024.

Ainda de acordo com o relato da ex-esposa, também há registros de ameaças e de violência psicológica ocorridas no ambiente doméstico.

Diante da gravidade dos fatos, da necessidade de preservar a instrução do procedimento investigativo e de garantir a proteção das vítimas, foi expedida decisão judicial, cumprida por equipes da Depca na manhã desta quinta-feira, no bairro Vila Ieda.

O suspeito foi conduzido à sede da delegacia especializada para a formalização da prisão. Nos casos envolvendo vítimas menores de idade, os crimes foram tipificados como estupro de vulnerável, com agravante pelo exercício de autoridade, uma vez que o investigado ocupava a posição de pai e padrasto.

Após os procedimentos legais, o homem será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que foram adotadas todas as medidas de polícia judiciária cabíveis, incluindo encaminhamentos para exames periciais e aplicação de medidas protetivas, assegurando a dignidade e a integridade das vítimas.

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