O grande número de hectares em áreas cultiváveis garantem a Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a chance de liderar o mercado nacional de pitaya. A afirmação é da pesquisadora Adriana Correia, professora, doutora e especialista na produção da fruta com estudos desenvolvidos na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems).
Mas esse não é o único motivo que faz com que ela enxergue potencial para os estados ultrapassarem os grandes produtores brasileiros de pitaya hoje que são São Paulo, Goiás, Santa Catarina, Pará e Minas Gerais.
“Hoje a gente tem outros estados que são mais consolidados nessa cultura, mas nós temos uma característica bastante interessante em relação a esses outros estados que é nossa variação edafoclimática. O que garante que possamos trabalhar com diferentes culturas”, disse a professora, que coordena o curso de agronomia da Uems.
Variação edafoclimática é a diferença nas condições de solo e clima de um lugar para outro.
No podcast Agro de Primeira desta semana, exibido de forma híbrida para MT e MS, ela fala sobre as características e potencial de mercado do fruto nativo da América e difundido no continente asíático.
Segundo ela, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul poderiam usar o potencial dos estados para um agricultura voltada para a industrialização de produtos feitos a partir da pitaya.
“Pensando com produção voltada pra indústria a gente consegue aproveitar, muitas vezes, o fruto que, pra mesa, não seria interessante porque não tem todo aquele aquela característica aquela beleza da casca, porque a gente compra pelos olhos, sim. Então se tiver com defeito o consumidor refuga. Mas a fruta está perfeita por dentro e a casca tá com defeito tá com uma mancha tá com um machucado e pode ser utilizada na indústria. Então, a gente consegue aproveitar o que seria um produto que não teria esse valor comercial e transformar em outro”, afirmou, ressaltando que isso também reduz o desperdício.
Ela lembra que a própria casca da pitaya pode ser usada para farinha, devido aos nutrientes, e para corantes naturais, por causa da pigmentação.
Este corte tem menos de quatro minutos. A íntegra com todas as informações sobre o cultivo e os benefícios da pitaya para a saúde você pode acessar nos canais do Agro de Primeira no YouTube, Spotify ou clicando abaixo.