Definição sobre candidatura ao Palácio Anchieta deve ser sacramentada em reunião com Flávio Bolsonaro nos próximos dias
Por Denise Miranda
O senador Magno Malta desponta como possível pré-candidato do Partido Liberal ao governo do Espírito Santo nas eleições de 2026. A definição deve avançar nos próximos dias, com expectativa de uma reunião entre o parlamentar capixaba e o senador Flávio Bolsonaro, que atua na articulação política nacional da legenda.
Nos bastidores, a sinalização é clara: Flávio Bolsonaro defende o nome de Malta como representante do partido na disputa estadual. O movimento integra a estratégia do PL de fortalecer candidaturas próprias nos estados e ampliar sua presença nos executivos regionais, especialmente em palanques considerados estratégicos para o campo conservador.
Caso o senador aceite a candidatura, ele não precisará renunciar ao mandato nem pedir licença obrigatória. De acordo com a Constituição Federal (art. 14, §6º) e a Lei Complementar nº 64/1990 (Lei das Inelegibilidades), interpretadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, o parlamentar pode continuar exercendo normalmente suas funções no Senado durante a campanha. Só deixará a Casa se for eleito e tomar posse como governador.
Magno Malta não descarta a possibilidade e tem adotado postura cautelosa, alinhada às diretrizes da direção nacional. A decisão depende de conversas internas e da consolidação de alianças políticas no Espírito Santo, onde o cenário eleitoral ainda está em formação e marcado por incertezas.
A eventual candidatura recoloca o senador no centro da política estadual. Com trajetória consolidada e forte identificação com o eleitorado conservador, Malta pode representar uma alternativa competitiva em um ambiente político que tende a se polarizar à medida que o calendário eleitoral avança.
Lideranças partidárias acompanham com atenção os próximos passos. A reunião entre Malta e Flávio Bolsonaro é vista como decisiva para sacramentar o posicionamento do PL no estado e definir se o partido terá candidatura própria na corrida pelo comando do Palácio Anchieta.