Indicado ao STF, Jorge Messias visita Mourão em busca de apoio

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, realizou na última sexta-feira, 17 de abril de 2026, uma visita ao gabinete do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República.

O encontro foi solicitado por diversas autoridades, conforme relatou Mourão, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de generais das Forças Armadas.

Durante a conversa, que o senador classificou como cordial, os dois trataram, entre outros temas, da situação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Apesar da boa recepção, Mourão foi enfático ao declarar que Messias não pode contar com seu voto para a aprovação no Senado.

Para ocupar a vaga de ministro do STF, o indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa obter no mínimo 41 votos favoráveis entre os 81 senadores em votação no plenário da Casa. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está marcada para o dia 28 de abril, seguida da deliberação no plenário.

Resistência de partidos da oposição e voto secreto na CCJ

Messias tem enfrentado dificuldades para conquistar apoios, especialmente entre senadores da oposição. O Partido Liberal (PL) e o Novo já fecharam questão contra a indicação, formalizando em documento interno a orientação para que suas bancadas votem contra o nome do AGU tanto na CCJ quanto no plenário.

Em nota, o PL afirmou que “o que está em jogo é a independência da mais Alta Corte do país”, acrescentando que a indicação de um nome “claramente alinhado a um projeto político-partidário” compromete a credibilidade do Judiciário e enfraquece a separação entre os Poderes.

A decisão de fechar questão obriga os senadores das respectivas legendas a seguir a orientação partidária sob risco de sanções internas. No entanto, a votação na CCJ ocorre de forma secreta, o que pode atenuar a pressão formal.

Diante desse cenário, Messias tem direcionado esforços a senadores da oposição. Na última semana, ele também visitou os gabinetes de Carlos Portinho (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo-CE) na tentativa de reverter votos.

Parlamentares ouvidos pelo site Oeste avaliam que o chefe da AGU não possui chances reais de êxito na empreitada. A sabatina e a votação seguirão o rito constitucional, e o resultado dependerá da articulação política do governo nos próximos dias. Com: Oeste.

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