Operação mira crimes cibernéticos envolvendo dados e IA na plataforma de Musk
As autoridades francesas realizaram uma operação na sede da plataforma de mídia social X, em Paris, na última terça-feira. O dono da empresa, Elon Musk, e a ex-CEO Linda Yaccarino foram convocados para prestar depoimento no âmbito de uma investigação crescente sobre crimes cibernéticos.
A investigação está sendo conduzida pela unidade de crimes cibernéticos do Ministério Público de Paris e envolve suspeitas de delitos como extração ilegal de dados e possível conivência na posse de pornografia infantil.
Em comunicado oficial publicado na plataforma X, o Ministério Público informou que a ação coordenada contou com a participação da unidade de crimes cibernéticos do órgão, da divisão de polícia cibernética nacional e da Europol.
“Uma busca está em andamento pela unidade de crimes cibernéticos do Ministério Público de Paris, pela unidade de polícia cibernética nacional e pela Europol”, declarou o órgão, acrescentando que não publicará mais atualizações na plataforma X, preferindo usar LinkedIn e Instagram para isso.
Os promotores confirmaram que Elon Musk e Linda Yaccarino foram convocados para depoimento voluntário em abril, “na qualidade de gestores de fato e de direito da plataforma X na época dos fatos”. É importante destacar que Yaccarino deixou o cargo em julho do ano passado.
Origem e expansão da investigação
Segundo informações da BBC, a investigação teve início em janeiro de 2025, com foco inicial no conteúdo promovido pelo algoritmo de recomendação da X. Posteriormente, as autoridades ampliaram o escopo para incluir o chatbot de inteligência artificial da empresa, chamado Grok.
O Grok recebeu críticas internacionais após relatos de que usuários conseguiam gerar material sexual explícito envolvendo mulheres e crianças sem consentimento, o que gerou grande preocupação sobre os limites éticos e legais do uso da inteligência artificial.
A plataforma X ainda não se posicionou oficialmente sobre a última operação, mas em ocasiões anteriores qualificou a investigação como um ataque à liberdade de expressão. A empresa também acusou as autoridades francesas de motivação política.
Em uma publicação de julho de 2025, a X negou ter manipulado seu algoritmo e descreveu o aumento da investigação como “politicamente motivado”.
Implicações e contexto da operação
Os promotores afirmam que a apuração atualmente abrange diversas áreas legais e jurisdições, verificando se a plataforma violou leis relacionadas ao manuseio de dados, moderação de conteúdo e segurança digital.
Até o momento, não foi informado se haverá apresentação formal de acusações contra a empresa ou seus executivos.
Este caso representa uma das ações regulatórias mais severas já tomadas contra a X na Europa, evidenciando o aumento da vigilância sobre grandes plataformas tecnológicas no que diz respeito às práticas de dados, ferramentas de inteligência artificial e controle de conteúdo online.
Este artigo foi originalmente publicado pela American Faith e é reproduzido aqui com autorização.
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