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Estudo revela que a oração pode reduzir dor e ansiedade

Um ensaio clínico randomizado conduzido por pesquisadores do Departamento de Medicina Familiar e Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, indicou que pacientes adultos que receberam oração presencial durante cinco minutos apresentaram redução significativa nos níveis de dor e ansiedade.

Os resultados, publicados no periódico The Annals of Family Medicine, foram superiores aos observados em um grupo que ouviu música pelo mesmo período — tanto em intensidade imediata quanto em duração dos efeitos.

O estudo concentrou-se na chamada oração intercessória proximal (PIP), definida como uma prática cara a cara, direcionada especificamente ao bem-estar de outra pessoa. A oração é a prática de medicina complementar mais adotada nos Estados Unidos, utilizada por 43% da população, segundo os pesquisadores.

Metodologia e Resultados da Pesquisa

A equipe recrutou 180 pacientes adultos que aguardavam em uma sala de espera de um consultório de medicina familiar e que haviam relatado sentir dor moderada a intensa, ansiedade ou ambos.

Após as consultas de rotina, eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um recebeu cinco minutos de oração cristã presencial conduzida por um voluntário treinado; o outro ouviu cinco minutos de música.

Os pesquisadores mediram os níveis de dor e ansiedade imediatamente após a intervenção, duas semanas depois e novamente após seis semanas. Embora ambos os grupos tenham apresentado melhora, os participantes que receberam oração relataram alívio significativamente maior.

Para a ansiedade, os benefícios da oração permaneceram estatisticamente relevantes em todos os três momentos de acompanhamento. “Esperávamos que os pacientes que acreditavam que a oração funcionaria se beneficiassem mais, mas não foi isso que constatamos”, afirmou a médica Katherine Jacobson, coautora do estudo.

Limitações e Implicações para a Prática Clínica

Os pesquisadores reconheceram que a interação humana direta, o contato visual e a leve imposição das mãos — práticas que acompanharam a oração — podem ter influenciado os resultados, já que esse tipo de toque é amplamente reconhecido por ajudar a reduzir a dor. Por isso, sugerem que estudos futuros incluam um grupo de controle com contato interpessoal, mas sem oração.

Para a prática clínica, Jacobson destacou que o estudo reforça a importância de os médicos perguntarem aos pacientes sobre suas preferências em relação a cuidados espirituais como parte de um atendimento integral.

“Considerar a integração de voluntários cristãos treinados em oração em ambientes ambulatoriais para aqueles que tiverem interesse”, disse ela.

Os autores concluem que a oração intercessória proximal pode funcionar como um complemento de baixo custo, não farmacológico e potencialmente eficaz ao tratamento médico padrão. Jesse Bradley, pastor da Grace Community Church em Washington, que não participou do estudo, afirmou à Fox News Digital: “A oração é poderosa e benéfica em muitos níveis. A oração diária foi essencial no meu processo de cura”. Com: Guiame.

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