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Cuiabá e Várzea Grande têm quase 2 mil pessoas em áreas de risco

Em Cuiabá e Várzea Grande, 1.950 pessoas estão em áreas de risco de deslizamentos de terra, enxurradas e inundações, especialmente em períodos de chuvas intensas. Os dados são de um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), com informações do Indicador de Capacidade Municipal (ICM).

De acordo com o documento, 970 pessoas vivem em áreas mapeadas como de risco em Cuiabá, enquanto Várzea Grande concentra 980 moradores nessas condições.

A região do Vale Verde, em Poxoréo (MT), enfrentou deslizamentos causados pela forte chuva colocando o local como uma das áreas de risco. – Foto: Assessoria

As duas cidades estão entre os 40 municípios mato-grossenses classificados como suscetíveis aos impactos do aumento do volume de chuvas. O levantamento considera áreas identificadas por estudos técnicos como mais vulneráveis a fenômenos naturais, incluindo regiões próximas a cursos d’água, encostas ou locais que podem alagar.

A classificação leva em conta fatores como relevo, ocupação urbana e histórico de ocorrências relacionadas a chuvas intensas. Veja o mapa interativo:

Destaque negativo

Entre os municípios com maior número de moradores em áreas de risco está Barra do Garças (MT), que lidera o levantamento com 2.732 pessoas vivendo em locais suscetíveis a deslizamentos e enxurradas.

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Barra do Garças é o município com maior número de moradores em áreas de risco. (Foto: Reprodução)

O número é significativamente superior ao registrado em outras cidades do estado e indica maior exposição da população a possíveis ocorrências em períodos de chuvas mais intensas.

Outros municípios também apresentam registros de moradores em áreas classificadas como vulneráveis, como Paranatinga (MT), com 680 pessoas, e Santo Antônio de Leverger (MT), com 320 moradores nessas condições.

Chuva na capital

A capital bateu recorde no volume de chuvas durante o mês de fevereiro de 2026, com acumulado de 274,4 milímetros de precipitação, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O cenário é o oposto do observado nos últimos dois anos, quando fevereiro registrou volume abaixo da média para o período.

Com as enxurradas, a região metropolitana se viu diante de um cenário de ruas alagadas, quedas de árvores e até mesmo “rios de lama”, em decorrência das obras do BRT e do Complexo do Leblon.

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