O governador Mauro Mendes (União Brasil) exonerou a capitã do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur de Souza Dechamps do cargo de comandante regional adjunta da corporação em Barra do Garças (MT). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) dessa quinta-feira (12) e tem efeito retroativo ao dia 1º de março de 2026.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Ledur continua no município, entretanto, não mais no cargo de direção geral e assessoramento. A corporação alegou ainda que a militar segue atuando na rua ou em trabalhos administrativos, dependendo das necessidades do quartel.
Ledur respondeu pela morte do aluno bombeiro Rodrigo Claro, de 21 anos, em 2016, durante um treinamento de salvamento aquático realizado na Lagoa Trevisan, em Várzea Grande, no qual ela atuava como instrutora. O jovem passou mal durante a atividade, ficou cinco dias internado em uma UTI e acabou morrendo.
De acordo com o Ministério Público Estadual, o aluno teria sido submetido a intenso sofrimento físico e mental durante o treinamento, incluindo exercícios considerados abusivos, após apresentar dificuldades nas atividades aquáticas.
Em 2021, a Justiça Militar condenou Ledur a um ano de prisão em regime aberto por maus-tratos, após desclassificar a acusação inicial de tortura. Mesmo com a condenação, a militar não perdeu o cargo na corporação.

Posteriormente, o processo acabou prescrevendo, o que levou ao arquivamento do caso. Em decisões posteriores, a Justiça também considerou não existir provas suficientes para outras acusações relacionadas ao treinamento.
Mesmo após o caso, Ledur continuou na carreira militar e chegou a ser promovida ao posto de capitã do Corpo de Bombeiros, com direito inclusive a pagamento retroativo, após decisão judicial que reconheceu a validade da promoção.
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