Uma carga de 900 quilos de castanha portuguesa vinda da Itália foi interceptada pela equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) após a identificação da Cydia splendana, praga quarentenária ausente do Brasil. A mercadoria chegou ao país em 7 de outubro e passou por medidas de contenção para evitar o risco de entrada e disseminação da espécie.
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Brasil adota medidas de contenção após encontrar praga quarentenária em carga de frutas
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Após a suspeita, amostras das larvas encontradas na carga foram encaminhadas a um laboratório de referência em diagnóstico fitossanitário, credenciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que confirmou a espécie.
Conhecida como bichado-da-castanha, traça-da-castanha ou mariposa-da-castanha, a praga ataca principalmente os frutos do castanheiro (Castanea sativa). As larvas perfuram a casca e se alimentam do interior das castanhas durante a maturação.
A infestação pode fazer com que os frutos caiam antes do período normal de colheita, comprometendo a quantidade e a qualidade da produção. A espécie também pode atacar frutos de carvalhos, avelaneiras e nogueiras.
Praga representa risco à produção brasileira
A Cydia splendana é classificada como praga quarentenária ausente do Brasil, condição que exige medidas para impedir sua entrada e disseminação pelo território nacional.
Caso consiga se estabelecer no país, a espécie pode causar:
- Redução da produtividade
- Prejuízos econômicos aos produtores
- Aumento dos custos de controle.
Entre as preocupações está a possível ausência de inimigos naturais e de métodos de manejo adaptados às condições brasileiras.

Impactos ao comércio exterior: a presença da praga no território brasileiro poderia resultar em restrições comerciais caso outros países adotassem medidas sanitárias para proteger suas áreas de produção.
Riscos ambientais: por se tratar de um organismo exótico, a introdução da espécie poderia afetar ecossistemas locais e comprometer a biodiversidade.
Praga neutralizada
Como medida emergencial de contenção do risco fitossanitário, o Mapa determinou a fumigação da carga com brometo de metila. Após o tratamento, a mercadoria deverá ser devolvida ou destruída, conforme os procedimentos aplicáveis ao caso.
A interceptação faz parte das fiscalizações realizadas pelo Vigiagro em portos, aeroportos, postos de fronteira e outros pontos de entrada do país.
O trabalho busca identificar riscos fitossanitários e zoossanitários relacionados à circulação internacional de produtos, cargas, embalagens e outros materiais.

As inspeções são uma das barreiras utilizadas para evitar que pragas e doenças provenientes de outros países entrem, se estabeleçam e se espalhem pelo território brasileiro, colocando em risco a produção agropecuária.