Alunos do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) campus São Vicente, em Cuiabá, realizam uma mobilização estudantil com paralisação das atividades letivas e protestos dentro da unidade, nesta terça-feira (19). O movimento foi organizado após assembleia estudantil e reúne denúncias sobre condições dos alojamentos, qualidade da alimentação e problemas no abastecimento de água oferecida aos estudantes.
Protesto reúne denúncias sobre alojamentos do IFMT
De acordo com o ofício divulgado pelo Centro Acadêmico de Zootecnia, a paralisação segue até o dia 20 de maio e foi aprovada em assembleia realizada na segunda-feira (18). Entre as pautas apresentadas pelos estudantes estão reivindicações relacionadas à permanência estudantil, estrutura dos alojamentos, proteção a alunos denunciantes e autonomia administrativa do campus.
Um dos estudantes, que pediu para não ser identificado, afirmou ao Primeira Página que os principais problemas enfrentados atualmente envolvem moradia estudantil e condições básicas de permanência dentro da instituição. “Está tendo protesto por causa das condições de alojamento, moradia e alimentação oferecida, que é de baixa qualidade”, relatou.

Segundo o aluno, outro ponto de reclamação envolve a água consumida pelos estudantes nos alojamentos. Ele afirma que, há anos, os alunos relatam problemas relacionados à qualidade da água.

“A água para beber aqui também é precária, suja e não é tratada corretamente. Inclusive, há anos existem problemas de saúde entre os alunos”, disse.
O estudante também afirmou que a captação da água ocorreria próxima de áreas utilizadas para criação de animais dentro da unidade. “A captação da água fica abaixo da criação dos animais, curral, chiqueiro, galinheiro e outros”, declarou.

No documento encaminhado à direção do campus e à reitoria do IFMT, os estudantes também cobram o início imediato das obras dos alojamentos femininos e masculinos. Conforme o ofício, durante reunião realizada em março deste ano, teria sido prometido o início das reformas em até 15 dias, o que, segundo os alunos, não aconteceu.

Os estudantes ainda pedem transparência sobre contratos, cronogramas e recursos destinados às intervenções estruturais dentro do campus.
No ofício, o movimento afirma que a mobilização possui caráter pacífico, democrático e organizado, sem intenção de causar desordem dentro da instituição.
O Primeira Página entrou em contato com o IFMT solicitando um posicionamento sobre as reivindicações apresentadas pelos estudantes, mas até a publicação desta reportagem não houve retorno.
Leia ao ofício completo aqui.
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