Depois de dois adiamentos, começou nesta segunda-feira (2) a primeira audiência de instrução de um dos processos que apuram o assassinato do advogado Renato Gomes Nery, em 2024, em Cuiabá. O caso é analisado pela 14ª Vara Criminal e envolve quatro réus.
Entre os acusados estão os empresários Julinere Goulart Bentos e o ex-marido dela, César Sechi, presos em maio do ano passado sob suspeita de serem os mandantes do crime.
Também respondem ao processo o policial militar Jakson Pereira Barbosa, apontado como intermediador entre os mandantes e os executores, responsável por repassar pagamentos, e o PM Ícaro Nathan Santos Ferreira, suspeito de ter fornecido a arma usada no homicídio.
Nesta etapa do processo, estão sendo ouvidas as testemunhas de acusação. Entre elas, os delegados Bruno Abreu e Caio Albuquerque, que participaram das investigações.
Renato Gomes Nery foi morto em julho de 2024, após ser baleado em frente ao escritório onde trabalhava, em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime estaria relacionada a uma disputa judicial envolvendo mais de 12 mil hectares de terras no município de Novo São Joaquim, causa que o advogado teria vencido na Justiça.
A audiência teve início pela manhã e ainda não havia sido concluída até o fechamento desta edição. O processo corre sob sigilo.
Durante os depoimentos, a defesa dos réus confirmou que houve uma escuta ambiental em um escritório de advocacia que foi alvo de busca e apreensão durante as investigações. No entanto, o conteúdo da gravação não foi divulgado.
Após a fase de instrução, com as alegações finais da acusação e da defesa, caberá ao juiz decidir se os réus serão pronunciados e levados a júri popular. Outras audiências estão marcadas até quinta-feira na Décima Quarta Vara Criminal de Cuiabá.
-
STJ manda de volta à prisão 4 PMs acusados de forjar confronto após morte de Renato Nery
-
STJ nega liberdade a empresária acusada no caso Renato Nery
-
Caso Nery: PMs investigados por homicídio de advogado voltam a trabalhar armados