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Abertura dos Jogos de Inverno 2026 gera polêmica por supostos símbolos satânicos

Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026. (Foto: Reprodução/YouTube/Cazé TV).

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026, realizada na sexta-feira (6), gerou intensa repercussão nas redes sociais após internautas associarem elementos do espetáculo a supostos símbolos satânicos.

O evento principal aconteceu no Estádio San Siro, em Milão, com apresentações simultâneas em Livigno, Predazzo e Cortina d’Ampezzo, regiões que também sediam as competições. A polêmica ganhou força no momento final da cerimônia, quando a campeã olímpica italiana Sofia Goggia, última portadora da tocha, acendeu a Pira Olímpica em Milão.

A estrutura, em formato de globo dourado, chamou atenção por conter um pentagrama invertido em seu desenho. Usuários nas redes sociais afirmaram ainda que, à medida que o globo se expandia e se contraía, outras formas semelhantes a pentagramas surgiam durante a movimentação da peça.

Além disso, parte do público interpretou a aparência da pira como semelhante a uma custódia católica — objeto litúrgico utilizado na Igreja Católica para expor a hóstia consagrada — e considerou o acendimento da chama um gesto simbólico de sacrilégio.

Após o acendimento da pira, o cenário foi transformado com efeitos visuais que incluíram fogo, iluminação vermelha intensa e fogos de artifício, o que reforçou, segundo críticos, a associação com imagens do inferno. Também houve questionamentos sobre a decisão de acender duas piras olímpicas simultaneamente, uma em Milão e outra em Cortina d’Ampezzo, interpretação que alguns internautas classificaram como ritualística.

Referências artísticas e explicação oficial

A Pira Olímpica foi projetada pelo diretor criativo italiano Marco Balich, em colaboração com a empresa Fincantieri. Construída com alumínio aeronáutico leve, a estrutura possui 4,5 metros de altura e é composta por 1.440 componentes.

De acordo com documentos oficiais do projeto, o design foi inspirado na geometria renascentista e nos chamados “nós” entrelaçados presentes nos cadernos de Leonardo da Vinci. O movimento da esfera teria como objetivo simbolizar unidade e transformação, enquanto a coloração dourada foi concebida como uma homenagem ao sol, tradicionalmente associado à vida e à renovação.

A cerimônia também apresentou referências visuais à obra Divina Comédia, de Dante Alighieri, especialmente aos cantos que descrevem o inferno, elemento que já havia sido antecipado pelos organizadores como parte do conceito artístico do espetáculo.

Segundo o comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026, a decisão de acender dois caldeirões simultaneamente teve motivações artísticas e logísticas, sem qualquer conotação religiosa ou ritualística.

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