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Investigada por ligação com facção nega envolvimento e cita influência da mãe

A jovem Kauany Beatriz de Sá Silva, investigada por suposto envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso, publicou um vídeo nas redes sociais afirmando ser alvo de perseguição policial e negando qualquer ligação com o grupo.

Na gravação, ela afirma que a abordagem policial ocorreu enquanto realizava uma ação para entregar presentes a crianças que considera como “afilhados”. Segundo Kauany, a atividade não tem relação com a facção e sequer chegou a ser concluída.

“Foi o pior dia da minha vida. Eu sou perseguida pela polícia. Não faço nada de errado. Eu sou igual o Oruam. Ele paga pelo que o pai fez, e eu pago pelo que minha mãe fez”, afirmou.

A jovem também comparou sua situação à do cantor Oruam, filho de Marcinho VP, um dos principais líderes do Comando Vermelho no país. Segundo ela, estaria sendo julgada pelas ações da mãe, conhecida como “Angeliquinha”, apontada como liderança da organização criminosa no Estado.

Versão da investigada

No vídeo, Kauany relata que foi abordada após entrar em uma rua onde ocorria uma ação que, segundo ela, foi atribuída erroneamente à facção criminosa e à sua pessoa.

Ela sustenta que não havia qualquer irregularidade e que não portava nada ilícito no momento da abordagem. Ainda segundo a jovem, a prisão ocorreu mesmo sem flagrante de crime.

“Pararam a gente, não tinha nada de errado, nada a ver. Levaram nós presos.Não sou do Comando Vermelho, não mando, não desmando. Não sou nada disso”, declarou.

Kauany também afirmou que alguns policiais agiram com respeito, mas alegou que outros teriam demonstrado hostilidade por conta de sua ligação familiar.

Investigação aponta suspeita de assistencialismo

De acordo com as investigações, a suposta entrega de presentes faria parte de uma estratégia de assistencialismo atribuída à facção criminosa, prática comum para fortalecer vínculos com comunidades e ampliar influência local.

A jovem, no entanto, nega qualquer envolvimento com o grupo e afirma que a ação foi idealizada de forma independente.

Ela também disse temer as consequências das acusações e afirmou que pretende provar sua inocência.

“Eu não aguento mais. Tenho até medo”, concluiu.

Operação Showdown

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como ‘Angeliquinha’, está foragida. – Foto: PJC-MT

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como ‘Angeliquinha’, apontada como líder de uma facção criminosa em Alta Floresta (MT), foi o principal alvo da Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil no dia 5 de março, contra um grupo familiar de faccionados envolvido em crimes como tráfico de drogas, lavagem de mais de R$ 20 milhões em dinheiro e divulgação de jogos de azar na região norte de Mato Grosso.

Angélica Saraiva foi condenada, em 2025, a quase 100 anos de prisão por assassinato, ocultação de cadáver e por integrar organização criminosa. Ela seria uma das líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso.

Ela cumpria pena na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, de onde fugiu acompanhada de outra presidiária, na madrugada do dia 17 de agosto do ano passado.

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