O crescimento das exportações de tilápia, um dos pescados “queridinhos” dos sul-mato-grossenses, especialmente na Semana Santa, tem consolidado o estado como um dos protagonistas da piscicultura nacional. Só entre janeiro e fevereiro deste ano, Mato Grosso do Sul exportou 265 mil quilos do pescado, gerando mais de US$ 1,6 milhão, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Apenas no primeiro bimestre, mais de 3,9 milhões de peixes foram abatidos, um crescimento de 13,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
O aumento é ainda maior quando comparado ao cenário dos últimos três anos. Nesse período, segundo o Boletim Técnico de Piscicultura, elaborado pelo Sistema Famasul, MS ampliou em mais de 3 mil por cento o volume exportado, saindo de 55 toneladas em 2023 para quase 2 mil toneladas em 2025, com receita superior a US$ 10 milhões.
Essa elevação, segundo a Famasul, é reflexo direto da expansão da produção local. Em 2024, a tilápia liderou o ranking das espécies mais cultivadas no estado, somando quase 22 mil toneladas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO), a movimentação de peixes para abate aumentou 25,3% entre 2023 e 2025.
Os dados expressivos corroboram a relevância de MS no cenário nacional. O estado se mantém na terceira posição entre os maiores exportadores de tilápia, ficando atrás apenas de Paraná e São Paulo.
O Sistema Famasul atua diretamente no apoio aos produtores de piscicultura, oferecendo suporte e capacitação para continuar fortalecendo o setor. Atualmente, a Assistência Técnica e Gerencial em Piscicultura (ATeG), com o apoio do Senar/MS, atende 484 propriedades rurais em 35 municípios do estado. O trabalho dos técnicos de campo vai desde o planejamento inicial até o controle zootécnico e econômico da produção, com foco em auxiliar o produtor rural a produzir com eficiência, produtividade e sustentabilidade.
Além da ATeG, o Senar/MS oferece, desde 2015, cursos voltados à área de piscicultura, entre eles: processamento de carne de peixe, implantação e manejo básico e piscicultura avançada. Em 11 anos, foram quase 7 mil certificados entregues.