Mensagens com linguagem codificada usadas para negociar drogas ajudaram a polícia a identificar a atuação de uma facção criminosa em Sinop (MT). A descoberta levou a Polícia Civil de Mato Grosso a deflagrar, nesta quarta-feira (11), a Operação Offline, com 40 ordens judiciais contra o grupo.
Entre as ordens judiciais estão quatro mandados de prisão preventiva, 21 mandados de busca e apreensão e 15 quebras de sigilo telemático para que investigadores tenham acesso a dados de comunicações digitais dos investigados, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop. Os mandados são cumpridos em diversos endereços ligados aos investigados no município.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop e apontaram a existência de um grupo estruturado e hierarquizado, com divisão de funções entre os integrantes para a comercialização de entorpecentes na cidade e região.
A identificação do grupo ocorreu após a análise de materiais apreendidos em uma investigação anterior. Os conteúdos indicaram que diversos suspeitos mantinham contato frequente para tratar da venda de drogas, da organização da distribuição dos entorpecentes e da cobrança de dívidas relacionadas ao tráfico.

De acordo com os elementos reunidos no inquérito policial, os investigados utilizavam termos codificados para negociar drogas e organizar entregas, numa tentativa de dificultar a identificação das atividades ilícitas pelas autoridades.
Os elementos apurados também indicaram a existência de mecanismos internos de controle dentro da organização criminosa, com menções à cobrança de dívidas e possíveis represálias contra devedores.
Com base nos indícios reunidos, a Polícia Civil representou à Justiça pelas prisões preventivas e pelas buscas domiciliares, com o objetivo de interromper a atividade criminosa e apreender drogas, armas, dinheiro, celulares, computadores e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Lucas Pereira Santos, a operação é um desdobramento de apurações anteriores conduzidas pela Polícia Civil, que já haviam identificado a atuação de integrantes da mesma rede criminosa no tráfico de drogas na região.
As investigações seguem em andamento e outras medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026 e faz parte da Operação Pharus, dentro do programa estadual Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.
O nome Offline, termo em inglês que significa “desconectado”, faz referência à estratégia de desarticular a atuação do grupo criminoso e interromper suas atividades ligadas ao tráfico de drogas e outros crimes na região.
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