Duas mulheres foram indiciadas pelos crimes de estelionato eletrônico após denúncias de que elas teriam causado prejuízos de mais de R$ 30 mil a consumidores que contrataram os seus serviços para conseguir a cidadania italiana, em Cuiabá. Identificadas como proprietária da empresa e a responsável pela negociação e captação dos contratos, as suspeitas não finalizavam o processo, mesmo após receber o dinheiro.
A investigação teve início após denúncia de uma vítima que relatou ter firmado contrato para ajuizamento de ação na Itália, mediante pagamento de R$ 30 mil. Conforme apurado, apesar do recebimento integral dos valores e do envio da documentação original necessária ao procedimento, não houve comprovação do efetivo protocolo da ação judicial no exterior.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Vinícius Nazário, o relatório final apontou indícios consistentes da prática, em tese, do crime de estelionato eletrônico, evidenciando divisão de tarefas entre as investigadas, sendo que uma atuava como proprietária da empresa e a outra era responsável pela negociação e captação dos contratos.
Durante a investigação, foi representado judicialmente pela quebra de sigilo bancário e pelo bloqueio de bens e valores das investigadas e das pessoas jurídicas envolvidas, visando rastrear a movimentação financeira e assegurar o ressarcimento das vítimas. A medida resultou no bloqueio de valores em contas-correntes vinculadas às indiciadas. Paralelamente, na esfera cível, houve condenação ao ressarcimento da vítima em ação judicial própria.
Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Ministério Público.
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