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Piloto preso em avião pagava mães e avós para violentar filhas e netas

O piloto da Latam Sergio Antônio Lopes, de 60 anos, é investigado por pagar mães e avós para ter acesso a meninas vítimas de abuso sexual, segundo a Polícia Civil de São Paulo. As apurações indicam que ele oferecia dinheiro, presentes e outros benefícios em troca da exploração das crianças, além de pagar por fotos e vídeos das vítimas.

De acordo com a polícia, o suspeito aliciava meninas entre 8 e 12 anos, com pagamentos que variavam de R$ 30 a R$ 100. Em alguns casos, ele teria custeado despesas como aluguel e oferecido presentes para facilitar o contato com as vítimas. Os crimes teriam sido cometidos ao longo de pelo menos oito anos.

Até o momento, foram identificadas dez vítimas, mas o número pode ser maior. Investigadores afirmam que há outras crianças e adolescentes que aparecem em imagens encontradas no celular do suspeito, o que ampliou o alcance da investigação.

Foto: Polícia Civil de São Paulo/Montagem

Outros envolvidos 

Em entrevista coletiva, o delegado responsável pelo caso, Ivalda Aleixo, afirmou que o homem levava as vítimas para o motel utilizando o RG de pessoas maiores de idade. 

“Esta é uma investigação que começou há três meses e tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração e de pornografia infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela já está com 12 anos”, contou a delegada. 

O inquérito começou em outubro de 2025, após a denúncia de uma vítima, e apura a existência de uma rede criminosa organizada, com divisão de funções entre os envolvidos. Durante a Operação Apertem os Cintos, uma mulher de 55 anos foi presa sob suspeita de ter recebido dinheiro em troca do acesso às próprias netas. A mãe da outra vítima também foi detida.

Ao todo, a polícia cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados e efetuou duas prisões temporárias. Entre os crimes apurados estão estupro de vulnerável, exploração sexual de criança e adolescente, favorecimento da prostituição, produção e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, uso de documento falso, aliciamento de menores e coação no curso do processo.

Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que abriu uma apuração interna e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A empresa afirmou ainda que “repudia veementemente qualquer ação criminosa” e reforçou que segue “os mais elevados padrões de segurança e conduta”.

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