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Mês de conscientização sobre doenças silenciosas

Dados epidemiológicos de Alzheimer, fibromialgia, lúpus e leucemia mostram urgência de informação e ações de saúde em fevereiro

Por Cristiano Stefenoni

Fevereiro é o mês em que o Brasil volta os olhos para duas campanhas de saúde que alertam para doenças graves e crônicas ainda pouco conhecidas: o Fevereiro Roxo e o Fevereiro Laranja. A combinação dessas foi adotada por órgãos de saúde e instituições em diversas ações de comunicação ao longo do mês para reforçar a importância da conscientização, prevenção, diagnóstico precoce e cuidado contínuo para condições que afetam milhões de pessoas no país e no mundo.

O Fevereiro Roxo foi criado em 2014 em Minas Gerais como forma de chamar atenção para doenças sem cura, mas que podem ter sintomas controlados com tratamentos adequados, focando em Alzheimer, fibromialgia e lúpus, enquanto o Fevereiro Laranja concentra esforços em torno da leucemia, um dos tipos mais agressivos de câncer de sangue que exige diagnóstico e tratamento rápidos.

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Os números mostram a dimensão do desafio de saúde pública que essas doenças representam. A fibromialgia atinge cerca de 3 % da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, com predominância em mulheres, muitas vezes com dor crônica, fadiga e alterações de sono. O lúpus, doença autoimune crônica, afeta principalmente mulheres em idade fértil e é a forma mais séria em cerca de 70 % dos pacientes, conforme o Ministério da Saúde.

A doença de Alzheimer, principal causa de demência, já afeta aproximadamente 1,8 milhão de idosos no Brasil, representando cerca de 8,5 % da população com mais de 60 anos, e especialistas projetam que esse número pode ultrapassar 5,7 milhões até 2050 devido ao envelhecimento populacional. No cenário mundial, mais de 55 milhões de pessoas vivem com algum tipo de demência, e esse total deve triplicar nas próximas décadas se medidas de prevenção e diagnóstico não forem ampliadas.

No caso da leucemia, estimativas do Instituto Nacional de Câncer apontam que o Brasil deve registrar cerca de 11.540 novos casos por ano entre 2023 e 2025, fazendo da doença um dos cânceres hematológicos de maior impacto no país. O combate à leucemia também inclui a necessidade de ampliar o número de doadores de medula óssea, uma vez que a compatibilidade entre doador e paciente é rara, aumentando a importância da conscientização para salvar vidas.

A junção das campanhas Fevereiro Roxo e Laranja busca transformar informação em ação, incentivando a população a reconhecer sinais precoces, procurar atendimento médico e adotar medidas de prevenção sempre que possível. A mobilização em torno dessas datas também reforça a necessidade de políticas públicas eficazes e de mais investimentos em pesquisa, tratamento e apoio a pacientes e cuidadores em todo o país.

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