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Emagrecedores são enviados pelos Correios escondidos em potes de creme

Uma operação de fiscalização realizada no centro de triagem e distribuição dos Correios, no bairro Amambaí, em Campo Grande, apreendeu mais de 2 mil unidades de medicamentos, como emagrecedores de origem paraguaia. Algumas das ampolas estavam escondidas em potes de creme de cabelo.

Ampolas de emagrecedores estavam escondidos dentro de potes de creme de cabelo | (Foto: Reprodução/SES)

Conforme a SES (Secretaria Estadual de Saúde), a operação aconteceu longo dos três dias e foram apreendidas 2.071 unidades de produtos irregulares, incluindo canetas emagrecedoras injetáveis, esteroides anabolizantes, ampolas e comprimidos anorexígenos à base de lisdexanfetamina, substância comercializada legalmente sob o nome Venvanse.

Os produtos eram provenientes do Paraguai e não possuíam registro na Anvisa ou eram comercializados sem documentação fiscal.

Tentativa de camuflar medicamentos

Para tentar burlar a fiscalização, os medicamentos eram enviados de forma clandestina, ocultos em encomendas postais e camuflados entre objetos comuns.

Além de potes de creme de cabelo, os fiscais encontraram os produtos escondidos em:

  • frascos de óleo
  • embalagens de alimentos como sacos de feijão
  • erva de tereré
  • bolsas
  • copos térmicos
  • e entre materiais escolares.

As encomendas suspeitas foram identificadas por meio de inspeção por raio-X no fluxo postal e retidas pela Gerência de Segurança Empresarial dos Correios, após a constatação de irregularidades sanitárias e condições inadequadas de transporte e armazenamento.

Parte dos medicamentos apreendidos exige refrigeração entre 2ºC e 8ºC, o que não foi observado, aumentando o risco à saúde dos consumidores, disse a SES.

A ação, batizada de Operação Visa Protege, ocorreu entre os dias 2 e 4 de fevereiro.

Alerta à população

A SES alerta que a comercialização e o envio de medicamentos sem registro, autorização ou comprovação de origem representam grave ameaça à saúde pública. Sem controle sanitário, esses produtos podem ter composição desconhecida, eficácia comprometida e provocar eventos adversos, intoxicações e outros danos à saúde.

Coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), a operação contou com a atuação conjunta da Vigilância Sanitária Estadual, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras de Mato Grosso do Sul (CVPAF-MS), do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF/MS) e dos Correios.

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