O consultor de negócios e gestão no agro, Gino Migotto, alerta para os riscos de uma conduta comum nas fazendas brasileiras. O produtor rural não recebe um salário fixo como trabalhador da fazenda e faz as retiradas da conta jurídica.
Isso, segundo ele, evita que possa ter novos negócios, ampliando a possibilidade de outros ganhos.
“Eu como pessoa física e empresário rural tenho outros negócios para acontecer na vida. Com meu dinheiro, dinheiro que eu ganho de salário, eu posso viajar, eu posso investir em capitais, comprar imóveis, investir em outros negócios”, afirma.
Segundo Gino, como culturalmente, o produtor rural investe tudo o que ganha na lavoura, acaba não tendo recursos para ter essa segurança financeira.
A lógica é, “eu sirvo ao negócio com o meu trabalho e sou remunerado por isso com um salário e meu negócio me serve quando, ao final do processo, eu consigo fazer uma grande retirada como prêmio pelo trabalho bem feito que eu fiz”, explica o consultor.
Gino deixa claro que essa é lógica de qualquer empresário de varejo e que não há motivos para quem tem negócios no agro não seguir a mesma sistemática.
Este é mais um corte do podcast Agro de Primeira MT sobre como transformar fazendas em empresas.
Você pode acompanhar a íntegra no Spotify, tocador de podcasts que dá ao usuário, a oportunidade de ouvir o episódio, por exemplo, enquanto dirige até a fazenda.
Caso queira ver o episódio, basta clicar abaixo.